domingo, 14 de junho de 2009


Oiço-te chegar por fim… já deitada finjo que estou a dormir… quero saber qual será o teu gesto de carinho.

Devagarinho entras no quarto, sem fazer o mínimo barulho, descalças-te e poisas as coisas na cadeira.

Sorrateiramente abro um olho… por sorte não o viste aberto…

Por momentos recuo até aos tempos de infância onde fazia exactamente o mesmo quando a minha mãe me vinha aconchegar… velhos tempos…

Sentas-te na beira da cama… e por momentos não é perceptível nenhum gesto… apenas a tua respiração… deves estar a olhar para mim… parado… no escuro daquela noite.

Algum tempo depois sinto a tua mão a passar no meu rosto… um gesto delicado e carinhoso…

Percorres todo o meu rosto como se soubesses os traços de cor… como alguém que já percorreu aquele caminho tantas vezes que o pode fazer de olhos fechados.

Sinto-te a respirar fundo… e por momentos o meu coração acelera de uma forma descompassada… tenho vontade de abrir os olhos de imediato e de te abraçar… mas não o faço… quer ver o que vem a seguir…

Dás-me um beijo suave nos lábios e a vontade de “acordar” torna-se cada vez maior…
Dizes ao meu ouvido… Amo-te… e aquelas palavras aceleram ainda mais o batimento do meu coração…

Passas a mão pela minha cabeça e por fim deitas-te ao meu lado.

Tudo aquilo parecer demorar eternidades… mas a verdade demorou apenas alguns minutos.

Quando já estás deitado ao meu lado abraço-te e digo Também te amo.

Depois acordo… e vejo que tudo não passou de um sonho… Mas um sonho que parecia tão real que o sentimento de desalento dá lugar a um preenchimento…

Talvez um dia..

Liliana F.

1 comentário:

Anónimo disse...

Sim...talvez um dia...esse tipo de sonhos se tornem reais...para nós duas...

Porque o acordar para a realidade é muito doloroso com sonhos que nos deixam imensamente felizes...

Beijocas
Maria João